O portador de necessidades especiais e o trabalho
As condies sociais dos portadores de deficincia, ou de "necessidades especiais", como manda o "politicamente correto", tm, felizmente, apresentado avanos nas 
ltimas dcadas. Entretanto, muito ainda h a se avanar, em termos de igualdade de oportunidades para os deficientes. Algumas aes pblicas e mesmo de instituies 
criadas para defender os interesses dessa minoria pendem muito mais para um paternalismo alienante que para um real contributo para o desenvolvimento integral daquele 
que tem necessidades especiais. O deficiente no precisa apenas sobreviver, recebendo um salrio mnimo do Estado; ele tem necessidades variadas, como qualquer ser 
humano, de crescimento emocional, intelectual, psicolgico, profissional e econmico.
Nessa linha, podemos citar a aposentadoria paga pelo Governo Federal a portadores de deficincia:
Para que haja igualdade de oportunidades entre deficientes e no deficientes,  importantssima a compreenso de que os primeiros no so super-heris, quando conseguem 
algo de bom, nem completos incapazes, por no poderem realizar algumas coisas da forma utilizada pela maioria para tal. No deve o deficiente pensar que, porque 
a lei lhe reserva vagas no servio pblico e na iniciativa privada, pode ser menos eficiente que os demais trabalhadores. O senso de dignidade humana impe que qualquer 
pessoa, deficiente ou no, honre o seu salrio e busque realizar da forma mais eficiente possvel as suas atribuies.
No s os prdios pblicos e privados devem adequar-se s necessidades dos deficientes, com colocao, por exemplo, de rampas para cadeirantes, painis em braille 
nos elevadores e adaptao de banheiros, mas tambm as pginas na Internet devem ser produzidas de maneira a possibilitar o acesso por parte da minoria deficiente.
No  difcil tornar uma pgina acessvel a portadores de deficincia. Basta tomar medidas simples, como a descrio de imagens, a sonorizao de cdigos que precisem 
ser digitados, a apresentao, em Libras, de mensagens faladas e o emprego de formatos simples, como o HTM.
SE CADA UM FIZER A SUA PARTE...
O deficiente, em geral, tem totais condies de se realizar profissionalmente. Se ele deseja crescer nesse campo, muitos limites ditos intransponveis caem.
Os empregadores precisam voltar-se para o aproveitamento das muitas potencialidades que pode ter um portador de deficincia, esquecendo a idia que alguns tm de 
dar emprego a um membro desse grupo de pessoas por piedade.
No adianta apenas garantir ao deficiente uma vaga na escola comum;  preciso garantir a ele ensino de qualidade e condies de estudo compatveis com suas caractersticas.
Assim, com cada grupo fazendo sua parte, certamente teremos, em poucos anos, a oportunidade de ver uma melhoria notvel no padro de vida das pessoas portadoras 
de necessidades especiais, impulsionada pelas melhores oportunidades e condies de trabalho.
